Que reviravolta o Brasileirão deu na última semana! Agora não dá mais pra saber quem vai ser campeão, é imprevisível. Os pontos corridos fizeram desse campeonato uma corrida maluca!
O Diego Tardelli não sabe mais brincar, é gol todo jogo. Desse jeito, não tira a Quadrilha da Morte do Galo da cola do Palmeiras.
Quadrilha da Morte
O Barão Vermelho do Rio Grande do Sul ressucitou e agora parece que vai levantar voô, sob a direção do comandante argentino D’Alessandro.
Barão Vermelho
E o Cupê Mal Assombrado tricolor voltou a assustar os adversários. O campeão voltou e até os gols do Rogério Ceni voltaram!
Cupê Mal-Assombrado
Ninguém segura o carro número 10, quer dizer, o camisa número 10 Adriano, que passa por cima de tudo e leva o rubro-negro carioca rumo ao topo.
Rufus, o Lenhador
Só não deixem, por favor, que essa trapaceira da Rede Globo acabe com essa corrida que tem emoção até a última volta.
Rede Globo de Televisão, sempre querendo estragar tudo
O texto que você lerá abaixo será um pouco diferente dos outros que fiz. Na verdade, ele é uma mistura de desabafo com uma inovação no Futebart – a utilização de enquetes.
Desde 2003, o Campeonato Brasileiro está sendo disputado no formato de pontos corridos. Ou seja, todos contra todos em casa e no estádio adversário, sendo 20 participantes.
Até 2002, depois de muitas mudanças de regulamento, o torneio foi disputado por 26 clubes em turno único. Oito clubes se classificavam, enfrentando-se em mata-mata até a final. Informações mais detalhadas, aqui.
Agora, a Globo quer voltar com o velho formato. Abaixo um panorama (nada imparcial) do cenário.
Quem é mais importante - Rede Globo ou clubes de futebol?
Por que mudou:
Motivo 1 – O formato de pontos corridos é mais justo e premia os times com maior regularidade, ou seja, os que têm a melhor estrutura dentro e fora de campo.
Motivo 2 – Essa maneira de jogar o principal torneio nacional é utilizada há décadas pelos grandes centros europeus como Itália, Inglaterra, Espanha, Alemanha, etc…
Motivo 3 – Os clubes brasileiros são mundialmente famosos pela desorganização administrativa. O novo formato do torneio (vide motivo 1) obrigou grande parte a repensar como gerir o clube. Caíram para a Série B: Palmeiras, Fluminense, Corinthians, Botafogo, Grêmio, Vasco da Gama, Atlético MG, Sport – todos ex-campeões brasileiros.
Motivo 4 – O patrocínio nas camisas é menos impactado pelo resultado dos times e ajuda clubes com menos chances de título. Exemplificando: O Santo André tem poucas chances de título e conseqüente pouca exposição de mídia. Entretanto, pode jogar contra o Palmeiras em rodadas decisivas e expor a marca da camisa para muita gente, o que valoriza seu patrimônio. No formato antigo essas oportunidades também existiam, porém muito mais raras.
Um dos maiores clubes do país, o Corinthians teve de amargurar a segundona depois de muita confusão na gestão do clube.
Por que querem que volte:
A Globo afirma que sua média de pontos no Ibope caiu em função dos pontos corridos. Isso porque nem sempre a rodada tem um jogo que atraia a atenção de muita gente nos sofás.
No entanto, nos estádios a média de público cresceu vertiginosamente nos últimos anos. Entre 2001 e 2002 foram, em média, pouco mais de 11 mil pessoas aos estádios brasileiros. Entre 2007 e 2008, esse número atingiu a marca de 16 mil pessoas. Quer saber mais? Clique aqui.
De fato, a Globo arrecadava muito dinheiro com os 30 jogos decisivos do formato anterior (8as, 4as, semis e final). O grande erro dessa fórmula era o fato de que clubes que terminavam a 1ª fase em 8º lugar poderiam ser beneficiados por arbitragem, ou até mesmo por lesões e suspensões dos adversários e mesmo assim serem campeões.
O formato desprestigia clubes estruturados, organizados e com planejamento (palavra que tanto se fala e pouco se aplica) transformando o Brasileirão em um grande jogo de azar.
Caso o campeonato terminasse hoje no formato antigo, Palmeiras e Corinthians se enfrentariam nas 8as. No último jogo o Palmeiras jogou com 6 desfalques entre lesões e suspensões, o que poderia tranquilamente acontecer em um jogo eliminatório. Se perdesse para o Corinthians, ficaria implícito que o time alvinegro foi melhor no campeonato, o que passa em léguas de distância da verdade.
Provavelmente, existem mais zilhões de motivos aqui esquecidos ou simplesmente desconhecidos.
Dê seu voto e, principalmente sua opinião. Você acha melhor pontos corridos ou mata-mata?
Desde que me dou por gente, ouço histórias do meu avô sobre os jogos do Santos que ele assistia no Maracanã. Mesmo sendo palmeirense, era um apaixonado pelo futebol e acompanhava todos os times da capital paulista.
No último sábado, tive a sensacional oportunidade de conhecer o maior estádio do país. Rodeado de placas com os dizeres “Palco da Final da Copa do Mundo de 2014”, ele impressiona pelo tamanho. Gigantesco. E não há outra palavra que descreva melhor.
Maracanã abençoado
Como bom São Paulino, me aventurei a ficar na torcida tricolor já com a premissa que teríamos tratamento similar ao recebido no Mineirão (que além de feio tem pilares enormes entre torcida e campo). Ledo engano. O acesso, as ruas ao redor e até mesmo o policiamento não trouxeram sequer um problema na chegada ao Estádio. A venda de cerveja ao redor do local é de fato proibida, ao menos no lugar onde estava. O número de vendedores ambulantes era insignificante se comparado ao Morumbi.
Os momentos mais perturbados na ida a um jogo são a chegada e a saída e, até então, não havia encontrado problemas. Porém, dois amigos que encontrei me apontaram a grande falha do estádio, a sinalização. Para os turistas em absoluto, ou seja, desacompanhados de qualquer nativo do Rio de Janeiro, a visita não é tão simples. Falta indicação de caminhos, transporte, entrada e por assim vai.
Problemas como esses sempre me levaram a defender a demolição de estádios e posterior construção de arenas modernas com a pompa dos europeus. Para o Maracanã, porém, devo abrir uma exceção. O charme do lugar, a história que o cerca e a festa da torcida encantam, e parte o coração imaginar tudo aquilo vindo abaixo em troca de mais alguns petrodólares. Oras, que tenhamos então um pouco de apego a todo aquele concreto.
Projeto para a Copa - Que saia do papel sem custos absurdos
Já tive a oportunidade de conhecer alguns estádios no Brasil e até estudar arenas internacionais. Passo a acreditar que não há no mundo encanto igual em uma partida de futebol como a que eu assisti neste sábado. Espero que o Rio de Janeiro mude sua filosofia do “jeitinho” e realmente se organize para os eventos mundiais que lá ocorrerão, elevando um de seus maiores patrimônios ao patamar que ele merece.
O jogo…Bom , o jogo o São Paulo perdeu. Mas eu ganhei, e muito, em poder conhecer o Maraca…
Semana passada teve tsunami verde. Dava pra ver camisas do Palmeiras no ônibus, na faculdade, no metrô, no trabalho e em um monte de lugares, pra comemorar o aniversário do clube.
Essa semana tivemos o Dia do Corinthians. Dessa vez foi a vez de tornar mais alvi-negro os ambientes da terra da garoa, pra assoprar as 99 velas do bolo corinthiano.
Banner de divulgação do Dia do Corinthians
Vi muitos santistas, sãopaulinos com camisas de seu time ultimamente também. Mas o que deu nos torcedores? Estão todos se copiando?
Falando em cópia, como os sãopaulinos vem dizer que “O Campeão Voltou”? Não era “o Coringão voltou”? O do retorno do Timão às glórias depois de uma fase difícil?
E que raios é o Palmeiras adotar a cor vermelha para representar o clube? Querem ser tricolores também?
Torcida palmeirense e seus balões vermelhos
Não nos odiamos? Então porque somos tão parecidos?
Por que a gente é tudo igual! Igual não, melhor! Queremos ganhar do outro em tudo!
Assim, o Dia do Corinthians faz muito mais sucesso, a torcida corinthiana é muito maior!
É melhor gritar o retorno de um campeão do que de um time da segunda divisão!
Vermelho no uniforme é tradição italiana! Time sem raízes tem que respeitar.
Tem também a estação Corinthians-Itaquera, Barra-Funda-Palmeiras, Santos-Imigrantes e São Paulo-Ana Rosa (como diria um amigo palmeirense meu).
Correção: São Paulo-Morumbi! O estádio que vai representar a cidade na Copa do Mundo do Brasil! E pensar que tem time que nem estádio tem…
Torcida do São Paulo no estádio que será palco da Copa do Mundo
Rivalidade à parte… espera um pouco… que rivalidade à parte nada! Futebol com rivalidade à parte não tem graça!
Legal mesmo é tirar sarro do outro! E aguentar as brincadeiras quando nosso time perde.
Rivalidade é necessária pra dar tempero. Não fosse a rivalidade, Romeu e Julieta só seriam mais um casalzinho qualquer.
Sendo assim, viva a rivalidade, que apimenta e dá mais graça às histórias! Nos romances, nas tagédias e no futebol!
João
PS: Rivalidade não é violência, é sempre bom lembrar. Paz, sempre!
Jason está de volta! Ultimamente não tem um Campeonato Brasileiro no qual o São Paulo não dê um jeito de ressurgir das cinzas e provocar pesadelos nos adversários.
Eu já vi esse filme no futebol. Esse e muitos outros! Momento Sessão da Tarde.
Parecia que ninguém afundaria o Atlético Mineiro, que disparou na frente da classificação, mas o Titanic alvi-negro não pára de encontrar icebergs pela frente. O último foi o Grêmio. Perdeu de goleada.
Titanic atleticano
Será que o Galo mineiro consegue virar uma Fênix? Difícil de prever, como O Curioso Caso de Diego Tardeli. Quem iria adivinhar que esse atacante que parecia estar em fim de carreira ainda jovem voltaria como um menino a jogar um bom futebol depois de envelhecer? Foi até pra seleção do Dunga.
E será que o Muricy vai continuar sua saga de campeão brasileiro? Ele é O Poderoso Chefão há 1, 2, 3 anos. Essa história já acabou ou tem mais? Seus filhos do Palestra Itália esperam pelo próximo capítulo.
Muricy é O Poderoso Chefão
Rio de Janeiro nos remete a sol, praia e calor, mas os times cariocas , como Fluminense e Flamengo vivem uma verdadeira Era do Gelo! Nem o BotaFOGO dá jeito nessa onda gelada. E se os cariocas não esquentarem o pé e começarem a jogar bola serão rebaixados.
Times cariocas vivem A Era do Gelo
Então tragam a pipoca e o guaraná que o campeonato está começando e ficar bom. Desliguem os celulares. Ajeitem-se na poltrona. E bom filme!
“Renan Oliveira vai cobrar o penalti. Correu, bateu… Maaaaaaarcos!”
“E aí Marcos, como você sabia como ele bateria o penalti? Treino intensivo, instinto, sorte?”
“Internet, YouTube.”
Pra quem não entendeu, ontem o goleiro Marcos, do Palmeiras defendeu um penalti no jogo contra o Atlético Mineiro. Ok, Marcos fazendo milagre, não é novidade.
A novidade está no porquê da defesa. Pois é, nosso santo, além de treinar bastante, acompanha os adversários pelo YouTube. É, aquele mesmo do sanduiche-iche, da Susan Boyle e do “Ronaldo”.
Assim, o palmeirense ficou sabendo que o jovem jogador atleticano provavelmente daria a famosa “paradinha” antes de bater a penalidade. Não é a primeira vez que um jogador atribui seu bom trabalho à, digamos, tecnologia.
Em 2008, o goleiro Marco Amelia, do Palermo da Itália, diz ter defendido um penalti do Ronaldinho Gaúcho, do Milan, pois estava acostumado a ver os movimentos do craque brasileiro quando jogava um jogo de futebol no seu Playstation.
O goleiro e jogador de Playstation, Marco Amelia
Imagino como será a agenda de um goleiro “antenado”.
8h Treino físico 10h Assistir a vídeos de futebol no YouTube 13h Winning Eleven 15h Treino coletivo 17h Olhar o Twitter dos adversários 19h Puxar conversa de MSN com o árbitro da próxima partida (ser amigável, emoticons sorridentes na conversa)
Alguém duvida?
O mundo digital está entrando no futebol! Não param de sair surpresas dessa caixinha!
O Mano Menezes, treinador do Corinthians, tem 685 mil pessoas seguindo seu perfil no Twitter.
Querem chips nas bolas, câmeras para auxiliar os bandeirinhas, rádios comunicadores.
A transmissão pela TV já tem o ultra-master-plus-advanced tira-teima. “Olha lá, o atacante está 4 mílimetros à frente da zaga, portanto, impedido!”
Assustador!
E quem quiser ganhar campeonatos ou estar por dentro do futebol, cada vez mais vai ter que entrar pra esse time. O time da tecnologia. O time do video-game. O time da internet. O YouTube Futebol Clube.
Um artigo do jornalista Juca Kfouri gerou polêmica na semana passada. O texto, de maneira geral, faz críticas negativas aos jogadores que expressam sua religião durante a prática do futebol, em especial, nas comemorações.
Logo de cara, parece exagero do jornalista. Ele quer coibir os jogadores de expressarem seus sentimentos, por exemplo, ao fazer um gol? Eis um aspecto interessante do futebol: a comemoração do gol.
Há muitas maneiras de comemorar gols. Pelé dava socos no ar
Pelé e seu soco no ar
Há quem use sua elasticidade para dar cambalhotas.
Cristiane comemora seu gol pela seleção brasileira contra a Alemanha, na semifinal das Olimpíadas de 2008
Bebeto ficou famoso pela homenagem que fez ao filho Matheus, que acabara de nascer, imitando um bebê sendo balançado.
Mazinho, Bebeto e Romário, após o gol do Brasil contra a Holanda, na semifinal da Copa do Mundo de 1994
Atualmente temos muitos jogadores levantam as mãos aos céus, como um gesto de gratidão divina.
Kaká comemora seu gol pela seleção brasileira contra o Equador
Voltando à questão levantada por Juca, antes de tudo, na minha opinião, convenhamos que não é nenhum pecado simplesmente comemorar um gol erguendo as mãos aos céus. O problema está nos excessos.
Excessos como orações coletivas em conquistas de campeonato (como fez a seleção brasileira ao ganhar a Copa das Confederações) ou atribuição frequente de vitórias esportivas a uma entidade superior.
Defendo a liberdade de expressão e religiosa. Mas também defendo o bom senso, de que há momentos certos pra se expressar sobre determinados assuntos. Campo de futebol não é lugar pra expressão religiosa.
Jogadores brasileiros, mostrem suas camisetas “Deus é fiel” em ocasiões apropriadas, moderem as “graças a Deus” nas entrevistas depois do jogo.
Aos cristãos, lembrem-se dos dez mandamentos, tem um que diz: “Não usarás o nome do Senhor em vão”.
Amém.
João Dutra
PS: para quem se interessar, segue o link para “Deixem Jesus em paz”, texto de Juca Kfouri
Depois de muito tempo sem registrar algo por aqui, olho para meu último texto: crítico, sério e ranzinza, por que não? Oras, mais do que a rivalidade, o amor pelo futebol e pela sua profissionalização falava mais alto. Será?
Desse tempo para cá, o Corinthians ganhou tudo que disputou. O São Paulo perdeu. O Santos deu a esperança a todos que viria com uma nova geração de garotos brilhantes e não o fez. O Palmeiras não se achou com Luxemburgo e os milhões da Traffic. No Rio, tudo no mesmo como sempre. No Sul, o Inter decepcionou e o Grêmio não surpreendeu. Por fim, em Minas o Cruzeiro pipocou e o Atlético vai impressionando.
Se me perguntassem há dois meses como estaria esse Brasileirão na 14ª rodada, eu acertaria pouco do que acontece com o próprio. Mas tinha impressões baseadas em argumentos sólidos do futuro do maior campeonato do Brasil. “Senhores e senhoras, eu entendo de futebol!”. Senhores, senhoras e senhoritas, eu não entendo nada de futebol.
Um Corinthians há pouco tempo rebaixado se fez senhor do futebol brasileiro, um São Paulo sólido e reforçado se perdeu na vaidade. Já o Palmeiras só se encontrou na humildade. O Santos, não há como saber por onde vai. E quem pode afirmar o tempo que esse cenário perdurará?
Muitas das lições que levo no meu dia-a-dia, tento extrair de situações do futebol. Na maioria, são daqueles clichês que aprendemos junto com o alfabeto. Mesmo assim, quando baseada em fatos, me lembram, por exemplo, que afirmar certezas em qualquer cenário é correr o risco de questionar até que ponto o conhecimento pode alcançar. Não há, nesse mundo, quem possa garantir o dia de amanhã do futebol. Talvez uma parte da magia esteja aí.
E assim, seguimos com notícias, novidades e textos. O Futebart voltou!
Leonidas da Silva, o inventor do gol de bicicleta, dá sua volta mais famosa
Quando um jogador de futebol não joga bem a torcida pega no pé, vaia, chama de “pipoqueiro”, manda-o tomar em lugares que os bons modos deste blog me impedem de escrever e xingam até a coitada da mãe dele.
A mãe que, diga-se de passagem, deve tê-lo aconselhado durante toda a infância: “pára de jogar bola e vai estudar, menino, vai ser alguém na vida!”. Não é culpa dela se ele está lá dentro de campo fazendo o que faz.
Mas um fato também é certo: quando o jogador faz seu trabalho direito, os torcedores sabem exaltar!
Transformar água em vinho!? Multiplicar pães!? Milagre é pegar penalti em disputa de Taça Libertadores. Isso bastou pra elevar Marcos, goleiro do Palmeiras, à santidade.
Júlio César precisou travar batalhas sangrentas contra os bárbaros e acirradas disputas políticas para ser reconhecido como imperador de Roma. Dois mil e poucos anos depois, deram um império pro Adriano, hoje no Flamengo, só pra recompensar seus gols.
Isaac Newton, uma maçã na cabeça e muitos anos de estudo fizeram com que surgisse uma explicação pro fenômeno da gravidade. Até hoje tem gente que não sabe explicar o futebol que jogou e joga o Ronaldo.
Pelé fez mais de mil gols e virou rei aqui no Brasil. Os argentinos concordam com seu reinado. Pra eles, Pelé também é rei… e Maradona é Deus.
Três gols em um Palmeiras e Corinthians não é pra qualquer um. O Obina pode não ser santo, imperador, fenômeno, rei ou deus mas, ao menos por ora, muito mais gente vai gritar que ele é melhor que o Eto’o!
Obina comemorando um de seus três gols no clássico
Em 9 anos, essa foi a primeiras vez que os quatro grandes clubes de São Paulo disputaram as semi-finais do Campeonato Paulista. E olha só no que deu colocar os quatro leões dentro da mesma jaula.
Cada um quis receber seu convidado na sua própria casa. Não importa se a casa é pequena, bagunçada, fica longe… é minha casa! E foi assim: a Vila famosa, o Palestra, o Pacaembu e o Morumbi receberam as partidas… e que partidas.
Todos os quatro jogos foram disputadíssimos, nervos à flor da pele. Expulsões, discussões dentro e fora de campo. “O Luxemburgo disse isso!” “O Mancini respondeu aquilo!” “O Ronaldo acabou!” “Fera a gente deixa quieta!”. Já não faltava sal no campeonato e trataram de encher de pimenta também. Haja tempero!
Muitos jogadores tiveram atuações impecáveis! E os goleiros? O Rogério quase entrega o ouro! O Fábio Costa não teve tanta sorte. Momento déjà vu: o Fábio Costa é bom, vai falhar como todo goleiro falha, mas ainda vai salvar o Santos muitas vezes.
E, pra variar, os craques aparecem nos momentos decisivos. Aquele tal de Neymar, que ainda não tem idade pra dirigir um carro, “só” deu uma assistência e fez dois gols nas semi-finais. E guiou o Santos até a final. Vai enfrentar o fenomenal atacante que não cansa de tentar. Como é que ele consegue correr tanto daquele jeito depois de tantos anos de carreira? Eu duvido que seja tomando cerveja.
E vamu, que vamu! Agora é Santos e Corinthians. Dois jogos, dois craques, duas torcidas… e mais dois domingos de emoção pra quem gosta de futebol! Menos pro Diego Souza, do Palmeiras… esse já está de saco cheio dos “domingos” de futebol…