
Voltas
Julho 28, 2009Depois de muito tempo sem registrar algo por aqui, olho para meu último texto: crítico, sério e ranzinza, por que não? Oras, mais do que a rivalidade, o amor pelo futebol e pela sua profissionalização falava mais alto. Será?
Desse tempo para cá, o Corinthians ganhou tudo que disputou. O São Paulo perdeu. O Santos deu a esperança a todos que viria com uma nova geração de garotos brilhantes e não o fez. O Palmeiras não se achou com Luxemburgo e os milhões da Traffic. No Rio, tudo no mesmo como sempre. No Sul, o Inter decepcionou e o Grêmio não surpreendeu. Por fim, em Minas o Cruzeiro pipocou e o Atlético vai impressionando.
Se me perguntassem há dois meses como estaria esse Brasileirão na 14ª rodada, eu acertaria pouco do que acontece com o próprio. Mas tinha impressões baseadas em argumentos sólidos do futuro do maior campeonato do Brasil. “Senhores e senhoras, eu entendo de futebol!”. Senhores, senhoras e senhoritas, eu não entendo nada de futebol.
Um Corinthians há pouco tempo rebaixado se fez senhor do futebol brasileiro, um São Paulo sólido e reforçado se perdeu na vaidade. Já o Palmeiras só se encontrou na humildade. O Santos, não há como saber por onde vai. E quem pode afirmar o tempo que esse cenário perdurará?
Muitas das lições que levo no meu dia-a-dia, tento extrair de situações do futebol. Na maioria, são daqueles clichês que aprendemos junto com o alfabeto. Mesmo assim, quando baseada em fatos, me lembram, por exemplo, que afirmar certezas em qualquer cenário é correr o risco de questionar até que ponto o conhecimento pode alcançar. Não há, nesse mundo, quem possa garantir o dia de amanhã do futebol. Talvez uma parte da magia esteja aí.
E assim, seguimos com notícias, novidades e textos. O Futebart voltou!
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Fernando Cury