Follow @manomenezes!

julho 26, 2010

“Quero agradecer profundamente as manifestações de apoio e msgs de carinho que recebi de vcs nesta semana e, em especial, no dia de hoje.”

Esse foi o tweet (!) de Mano Menezes logo após ser anunciado como novo treinador da seleção brasileira.

Mano, gaúcho de Passo do Sobrado.

É o técnico que reergueu dois dos grandes clubes de futebol do país.

Foi o general do exército gremista que venceu o Náutico jogando com apenas 7 jogadores, na partida que entrou para a história como A Batalha dos Aflitos.

Ali, chamou a atenção o trabalho de Luis Antônio Venker de Menezes, ou Mano Menezes.

No Corinthians, assumiu o timão do barco alvi-negro, que emergiu da segunda divisão ao topo do futebol nacional, com o título da Copa do Brasil.

Missão: o Hexa.

É formado em Educação Física e Administração. Estudou pra chegar onde está, valorizo isso.

Nunca ganhou um título internacional – foi eliminado pelo Flamengo no comando do centenário corinthiano na Libertadores. Esse é seu calcanhar de aquiles.

Mas sabe motivar um time. Conhece o futebol brasileiro. Não é polêmico. Vai dar certo, confio que vai.

E creio que a torcida vai apoiá-lo, mas só depois que conhecê-lo melhor.

A próxima Copa é aqui, não vai poder perder. Vida de treinador da seleção não é fácil, a fiscalização vai ser cerrada.

Boa sorte, @manomenezes, o Brasil is now following you!

@joaodutra

É preciso chutar em gol!

julho 20, 2010

Aprendi a gostar de futebol muito cedo. Apesar de meu pai nunca ter sido o cara mais entusiasmado do mundo com isso, sempre admirou o São Paulo. Além dele, sempre tive uma grande referência futebolística, meu avô. É disso que falarei próximas linhas.

Desde que me dou por gente, ouço as histórias dele de quando era zagueiro. Jogava no Mem de Sá B, um dos melhores clubes da várzea, segundo ele. Era zagueiro, mas não era brucutu não senhor. Batia faltas colocadas e não na pancada como geralmente cobram os zagueiros. Era técnico, alto e mantinha a forma física para jamais perder uma bola na corrida.

Além das peladas aos sábados, também amava o futebol jogado por Palmeiras, time do coração, e Fluminense, sua vertente carioca. Sabia escalar a linha do clube das Laranjeiras da década de 30 como se o último jogo tivesse sido na semana passada. Mesmo torcendo por eles, não deixava de admirar a beleza do futebol de outros clubes.

Acompanhava o Santos de Pelé, indo por vezes ao Maracanã acompanhar o melhor jogador do mundo. Também gostava da linha do São Paulo formada por Bauer, Sastre e Leônidas. Estamos falando de um time que jogava em 1945.

Em pé: Piolim, Rui, Zezé Procópio, King, Florindo, Noronha. Abaixados: Barrios, Sastre, Leônidas, Remo e Leopoldo.

Meu avô era daqueles jovens que iam semanalmente ver jogos em estádio. Na maioria das vezes, acompanhado por seu pai. Estava na inauguração do Morumbi, desfilou na abertura do Pacaembu e viu Pelé fazer o gol mais bonito de sua vida (não capturado pelas câmeras de TV) na rua Javari. Segundo ele, Pelé jogava mal a partida e fora vaiado. Calmo como só ele, depois do gol, olhou para a platéia em uma saudação com se dissesse: “Tenham calma, eu sei que sou o melhor do mundo”.

Dentre os ensinamentos do futebol e da vida, dois são muito marcantes. O primeiro, em que sempre me dizia: “Em uma discussão, há sempre alguém certo e alguém errado. É preciso ter humildade para se admitir que errou e arrumar as coisas”.

Sempre foi uma pessoa calma. A maior parte do que sei e amo do futebol é graças ao que vi com ele. Foram quase 23 anos de aprendizado e muita conversa. Não há nesse mundo o que apague o dia em que fomos juntos ao Museu do Futebol. Para mim, história. Para ele, lembranças.

Vou para sempre lembrar o que me disse em todos os jogos que assistimos juntos: “É preciso chutar em gol”. Isso, certamente, é muito mais do que futebol.

Valeu vô!

Boa viagem!

@fcury


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