Um artigo do jornalista Juca Kfouri gerou polêmica na semana passada. O texto, de maneira geral, faz críticas negativas aos jogadores que expressam sua religião durante a prática do futebol, em especial, nas comemorações.
Logo de cara, parece exagero do jornalista. Ele quer coibir os jogadores de expressarem seus sentimentos, por exemplo, ao fazer um gol? Eis um aspecto interessante do futebol: a comemoração do gol.
Há muitas maneiras de comemorar gols. Pelé dava socos no ar
Pelé e seu soco no ar
Há quem use sua elasticidade para dar cambalhotas.
Cristiane comemora seu gol pela seleção brasileira contra a Alemanha, na semifinal das Olimpíadas de 2008
Bebeto ficou famoso pela homenagem que fez ao filho Matheus, que acabara de nascer, imitando um bebê sendo balançado.
Mazinho, Bebeto e Romário, após o gol do Brasil contra a Holanda, na semifinal da Copa do Mundo de 1994
Atualmente temos muitos jogadores levantam as mãos aos céus, como um gesto de gratidão divina.
Kaká comemora seu gol pela seleção brasileira contra o Equador
Voltando à questão levantada por Juca, antes de tudo, na minha opinião, convenhamos que não é nenhum pecado simplesmente comemorar um gol erguendo as mãos aos céus. O problema está nos excessos.
Excessos como orações coletivas em conquistas de campeonato (como fez a seleção brasileira ao ganhar a Copa das Confederações) ou atribuição frequente de vitórias esportivas a uma entidade superior.
Defendo a liberdade de expressão e religiosa. Mas também defendo o bom senso, de que há momentos certos pra se expressar sobre determinados assuntos. Campo de futebol não é lugar pra expressão religiosa.
Jogadores brasileiros, mostrem suas camisetas “Deus é fiel” em ocasiões apropriadas, moderem as “graças a Deus” nas entrevistas depois do jogo.
Aos cristãos, lembrem-se dos dez mandamentos, tem um que diz: “Não usarás o nome do Senhor em vão”.
Amém.
João Dutra
PS: para quem se interessar, segue o link para “Deixem Jesus em paz”, texto de Juca Kfouri
Escrito por joao dutra