Corrida Maluca

outubro 25, 2009

Parem as máquinas!

Que reviravolta o Brasileirão deu na última semana! Agora não dá mais pra saber quem vai ser campeão, é imprevisível. Os pontos corridos fizeram desse campeonato uma corrida maluca!

O Diego Tardelli não sabe mais brincar, é gol todo jogo. Desse jeito, não tira a Quadrilha da Morte do Galo da cola do Palmeiras.

Quadrilha da Morte

Quadrilha da Morte

O Barão Vermelho do Rio Grande do Sul ressucitou e agora parece que vai levantar voô, sob a direção do comandante argentino D’Alessandro.

Barão Vermelho

Barão Vermelho

E o Cupê Mal Assombrado tricolor voltou a assustar os adversários. O campeão voltou e até os gols do Rogério Ceni voltaram!

Cupê Mal-Assombrado

Cupê Mal-Assombrado

Ninguém segura o carro número 10, quer dizer, o camisa número 10 Adriano, que passa por cima de tudo e leva o rubro-negro carioca rumo ao topo.

Rufus, o Lenhador

Rufus, o Lenhador

Só não deixem, por favor, que essa trapaceira da Rede Globo acabe com essa corrida que tem emoção até a última volta.

Rede Globo de Televisão, sempre querendo estragar tudo

Rede Globo de Televisão, sempre querendo estragar tudo

João Dutra


Quem é maior – Clubes ou Rede Globo?

outubro 13, 2009

O texto que você lerá abaixo será um pouco diferente dos outros que fiz. Na verdade, ele é uma mistura de desabafo com uma inovação no Futebart – a utilização de enquetes.

Desde 2003, o Campeonato Brasileiro está sendo disputado no formato de pontos corridos. Ou seja, todos contra todos em casa e no estádio adversário, sendo 20 participantes.

Até 2002, depois de muitas mudanças de regulamento, o torneio foi disputado por 26 clubes em turno único. Oito clubes se classificavam, enfrentando-se em mata-mata até a final. Informações mais detalhadas, aqui.

Agora, a Globo quer voltar com o velho formato. Abaixo um panorama (nada imparcial) do cenário.

Quem é mais importante - Rede Globo ou clubes de futebol?

Quem é mais importante - Rede Globo ou clubes de futebol?

Por que mudou:

Motivo 1 – O formato de pontos corridos é mais justo e premia os times com maior regularidade, ou seja, os que têm a melhor estrutura dentro e fora de campo.

Motivo 2 – Essa maneira de jogar o principal torneio nacional é utilizada há décadas pelos grandes centros europeus como Itália, Inglaterra, Espanha, Alemanha, etc…

Motivo 3 – Os clubes brasileiros são mundialmente famosos pela desorganização administrativa. O novo formato do torneio (vide motivo 1) obrigou grande parte a repensar como gerir o clube. Caíram para a Série B: Palmeiras, Fluminense, Corinthians, Botafogo, Grêmio, Vasco da Gama, Atlético MG, Sport – todos ex-campeões brasileiros.

Motivo 4 – O patrocínio nas camisas é menos impactado pelo resultado dos times e ajuda clubes com menos chances de título. Exemplificando: O Santo André tem poucas chances de título e conseqüente pouca exposição de mídia. Entretanto, pode jogar contra o Palmeiras em rodadas decisivas e expor a marca da camisa para muita gente, o que valoriza seu patrimônio. No formato antigo essas oportunidades também existiam, porém muito mais raras.

Um dos maiores clubes do país, o Corinthians teve de amargurar a segundona depois de muita confusão na gestão do clube.

Um dos maiores clubes do país, o Corinthians teve de amargurar a segundona depois de muita confusão na gestão do clube.

Por que querem que volte:

A Globo afirma que sua média de pontos no Ibope caiu em função dos pontos corridos. Isso porque nem sempre a rodada tem um jogo que atraia a atenção de muita gente nos sofás.

No entanto, nos estádios a média de público cresceu vertiginosamente nos últimos anos. Entre 2001 e 2002 foram, em média, pouco mais de 11 mil pessoas aos estádios brasileiros. Entre 2007 e 2008, esse número atingiu a marca de 16 mil pessoas. Quer saber mais? Clique aqui.

De fato, a Globo arrecadava muito dinheiro com os 30 jogos decisivos do formato anterior (8as, 4as, semis e final). O grande erro dessa fórmula era o fato de que clubes que terminavam a 1ª fase em 8º lugar poderiam ser beneficiados por arbitragem, ou até mesmo por lesões e suspensões dos adversários e mesmo assim serem campeões.

O formato desprestigia clubes estruturados, organizados e com planejamento (palavra que tanto se fala e pouco se aplica) transformando o Brasileirão em um grande jogo de azar.

Caso o campeonato terminasse hoje no formato antigo, Palmeiras e Corinthians se enfrentariam nas 8as. No último jogo o Palmeiras jogou com 6 desfalques entre lesões e suspensões, o que poderia tranquilamente acontecer em um jogo eliminatório. Se perdesse para o Corinthians, ficaria implícito que o time alvinegro foi melhor no campeonato, o que passa em léguas de distância da verdade.

Provavelmente, existem mais zilhões de motivos aqui esquecidos ou simplesmente desconhecidos.

Dê seu voto e, principalmente sua opinião. Você acha melhor pontos corridos ou mata-mata?

Fernando Cury


Pipoca e Guaraná

agosto 23, 2009

Jason está de volta! Ultimamente não tem um Campeonato Brasileiro no qual o São Paulo não dê um jeito de ressurgir das cinzas e provocar pesadelos nos adversários.

Eu já vi esse filme no futebol. Esse e muitos outros! Momento Sessão da Tarde.

Parecia que ninguém afundaria o Atlético Mineiro, que disparou na frente da classificação, mas o Titanic alvi-negro não pára de encontrar icebergs pela frente. O último foi o Grêmio. Perdeu de goleada.

Titanic atleticano

Será que o Galo mineiro consegue virar uma Fênix? Difícil de prever, como O Curioso Caso de Diego Tardeli. Quem iria adivinhar que esse atacante que parecia estar em fim de carreira ainda jovem voltaria como um menino a jogar um bom futebol depois de envelhecer? Foi até pra seleção do Dunga.

E será que o Muricy vai continuar sua saga de campeão brasileiro? Ele é O Poderoso Chefão há 1, 2, 3 anos. Essa história já acabou ou tem mais? Seus filhos do Palestra Itália esperam pelo próximo capítulo.

Muricy é O Poderoso Chefão

Rio de Janeiro nos remete a sol, praia e calor, mas os times cariocas , como Fluminense e Flamengo vivem uma verdadeira Era do Gelo! Nem o BotaFOGO dá jeito nessa onda gelada. E se os cariocas não esquentarem o pé e começarem a jogar bola serão rebaixados.

Times cariocas vivem A Era do Gelo

Então tragam a pipoca e o guaraná que o campeonato está começando e ficar bom. Desliguem os celulares. Ajeitem-se na poltrona. E bom filme!

João Dutra


Números, surpresas, gregos e troianos

novembro 30, 2008

São quase 5 horas, já vai começar. O hino antes do jogo é sempre emocionante, a câmera passeando pelos jogadores, alguns cantam, outros se calam. 1 minuto de silêncio. Desta vez não era um joão-ninguém, era o presidente campeão do mundo! Primeira surpresa do dia. Triste, mas segue o jogo.

131

A segunda surpresa do dia vem logo em seguida, menos de um minuto depois. Esse coração valente quase mata a platéia do coração. E mais um minuto de silêncio no estádio, mas desta vez não morreu ninguém. Quanto nervosismo! Chuta! Não está impedido! Marca! Os mineiros fizeram um gol! Os gaúchos fizeram 3. Aqui nada. E final do primeiro ato.

Vai começar o segundo, mas faltam 11 atores. Que demora! Espera, um deles não volta, entra um menino em seu lugar. Informação irrelevante, um menino não vai fazer diferença. E recomeça a festa. Os gaúchos já terminaram a deles, com o quarto, enquanto o barco dos portugueses afunda no oceano ao lado. Desta vez não haverá terra a vista, haverá, isso sim, um mar de lágrimas. A cruz de malta vem logo atrás.

O tempo passa e nada. Mas olha lá, alguém resolve aprontar! Um menino! Quem diria, um menino, 67 mil bocas caladas, mais silêncio! Desespero. Como assim? Mas estamos em casa! Isso não é justo! E quem disse que isso é um tribunal? Nem do juiz da pra reclamar.

O tempo passa mais rápido. 1000. Mil. Mil gols já foram, e a platéia só pede um, pra voltar a respirar. E não desistem! E eles tentam, e tentam, e tentam, e… (um segundo de silêncio). Pronto, podem gritar! 10 minutos de festa! Um suspiro de alívio.

O tempo voa. E já foi. E não foi, ao menos desta vez. Mas não acabou. Tem que ser assim, sofrido, um drama. Um drama, não é isso que fazem nos espetáculos, desde a época dos gregos!? Sejamos os gregos, então!

Agora são mais 7 dias de espera, 90 minutos de sufoco, contra os troianos, digo, os goianos, longe da nossa casa, mas longe da deles também. E quem sabe, ao final, sem cavalos ou outras surpresas, no momento certo, na hora “H”, gritar aquela palavra que está presa. Palavra que nunca antes na história deste país alguém pôde gritar!

by João


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.