Quando um jogador de futebol não joga bem a torcida pega no pé, vaia, chama de “pipoqueiro”, manda-o tomar em lugares que os bons modos deste blog me impedem de escrever e xingam até a coitada da mãe dele.
A mãe que, diga-se de passagem, deve tê-lo aconselhado durante toda a infância: “pára de jogar bola e vai estudar, menino, vai ser alguém na vida!”. Não é culpa dela se ele está lá dentro de campo fazendo o que faz.
Mas um fato também é certo: quando o jogador faz seu trabalho direito, os torcedores sabem exaltar!
Transformar água em vinho!? Multiplicar pães!? Milagre é pegar penalti em disputa de Taça Libertadores. Isso bastou pra elevar Marcos, goleiro do Palmeiras, à santidade.
Júlio César precisou travar batalhas sangrentas contra os bárbaros e acirradas disputas políticas para ser reconhecido como imperador de Roma. Dois mil e poucos anos depois, deram um império pro Adriano, hoje no Flamengo, só pra recompensar seus gols.
Isaac Newton, uma maçã na cabeça e muitos anos de estudo fizeram com que surgisse uma explicação pro fenômeno da gravidade. Até hoje tem gente que não sabe explicar o futebol que jogou e joga o Ronaldo.
Pelé fez mais de mil gols e virou rei aqui no Brasil. Os argentinos concordam com seu reinado. Pra eles, Pelé também é rei… e Maradona é Deus.
Três gols em um Palmeiras e Corinthians não é pra qualquer um. O Obina pode não ser santo, imperador, fenômeno, rei ou deus mas, ao menos por ora, muito mais gente vai gritar que ele é melhor que o Eto’o!
Obina comemorando um de seus três gols no clássico
Ah, o Futebart está de volta!
João Dutra
Escrito por joao dutra