Ah, o Maraca…

outubro 13, 2009
Desde que me dou por gente, ouço histórias do meu avô sobre os jogos do Santos que ele assistia no Maracanã. Mesmo sendo palmeirense, era um apaixonado pelo futebol e acompanhava todos os times da capital paulista.

No último sábado, tive a sensacional oportunidade de conhecer o maior estádio do país. Rodeado de placas com os dizeres “Palco da Final da Copa do Mundo de 2014”, ele impressiona pelo tamanho. Gigantesco. E não há outra palavra que descreva melhor.

Maracanã abençoado

Maracanã abençoado

Como bom São Paulino, me aventurei a ficar na torcida tricolor já com a premissa que teríamos tratamento similar ao recebido no Mineirão (que além de feio tem pilares enormes entre torcida e campo). Ledo engano. O acesso, as ruas ao redor e até mesmo o policiamento não trouxeram sequer um problema na chegada ao Estádio. A venda de cerveja ao redor do local é de fato proibida, ao menos no lugar onde estava. O número de vendedores ambulantes era insignificante se comparado ao Morumbi.

Os momentos mais perturbados na ida a um jogo são a chegada e a saída e, até então, não havia encontrado problemas. Porém, dois amigos que encontrei me apontaram a grande falha do estádio, a sinalização. Para os turistas em absoluto, ou seja, desacompanhados de qualquer nativo do Rio de Janeiro, a visita não é tão simples. Falta indicação de caminhos, transporte, entrada e por assim vai.

Problemas como esses sempre me levaram a defender a demolição de estádios e posterior construção de arenas modernas com a pompa dos europeus. Para o Maracanã, porém, devo abrir uma exceção. O charme do lugar, a história que o cerca e a festa da torcida encantam, e parte o coração imaginar tudo aquilo vindo abaixo em troca de mais alguns petrodólares. Oras, que tenhamos então um pouco de apego a todo aquele concreto.

Projeto para a Copa - Que saia do papel sem custos absurdos

Projeto para a Copa - Que saia do papel sem custos absurdos

Já tive a oportunidade de conhecer alguns estádios no Brasil e até estudar arenas internacionais. Passo a acreditar que não há no mundo encanto igual em uma partida de futebol como a que eu assisti neste sábado. Espero que o Rio de Janeiro mude sua filosofia do “jeitinho” e realmente se organize para os eventos mundiais que lá ocorrerão, elevando um de seus maiores patrimônios ao patamar que ele merece.

O jogo…Bom , o jogo o São Paulo perdeu. Mas eu ganhei, e muito, em poder conhecer o Maraca…

Fernando Cury


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