No último sábado, tive a sensacional oportunidade de conhecer o maior estádio do país. Rodeado de placas com os dizeres “Palco da Final da Copa do Mundo de 2014”, ele impressiona pelo tamanho. Gigantesco. E não há outra palavra que descreva melhor.
Como bom São Paulino, me aventurei a ficar na torcida tricolor já com a premissa que teríamos tratamento similar ao recebido no Mineirão (que além de feio tem pilares enormes entre torcida e campo). Ledo engano. O acesso, as ruas ao redor e até mesmo o policiamento não trouxeram sequer um problema na chegada ao Estádio. A venda de cerveja ao redor do local é de fato proibida, ao menos no lugar onde estava. O número de vendedores ambulantes era insignificante se comparado ao Morumbi.
Os momentos mais perturbados na ida a um jogo são a chegada e a saída e, até então, não havia encontrado problemas. Porém, dois amigos que encontrei me apontaram a grande falha do estádio, a sinalização. Para os turistas em absoluto, ou seja, desacompanhados de qualquer nativo do Rio de Janeiro, a visita não é tão simples. Falta indicação de caminhos, transporte, entrada e por assim vai.
Problemas como esses sempre me levaram a defender a demolição de estádios e posterior construção de arenas modernas com a pompa dos europeus. Para o Maracanã, porém, devo abrir uma exceção. O charme do lugar, a história que o cerca e a festa da torcida encantam, e parte o coração imaginar tudo aquilo vindo abaixo em troca de mais alguns petrodólares. Oras, que tenhamos então um pouco de apego a todo aquele concreto.
Já tive a oportunidade de conhecer alguns estádios no Brasil e até estudar arenas internacionais. Passo a acreditar que não há no mundo encanto igual em uma partida de futebol como a que eu assisti neste sábado. Espero que o Rio de Janeiro mude sua filosofia do “jeitinho” e realmente se organize para os eventos mundiais que lá ocorrerão, elevando um de seus maiores patrimônios ao patamar que ele merece.
O jogo…Bom , o jogo o São Paulo perdeu. Mas eu ganhei, e muito, em poder conhecer o Maraca…
Fernando Cury


Escrito por Fernando Cury