Mais do que de batata

outubro 13, 2010

Ouvi dizer que devemos batatas aos vencedores.

As batatas

Sabe o Hernanes? Se você não sabe, tudo bem, ele era discreto e humilde. Não tinha chuteira dourada, nem aparecia em propaganda.

Ainda menino, chegou ao São Paulo, vindo do Recife. Logo foi emprestado ao Santo André e só depois retornou ao time, como reserva.

Sabia jogar na defesa, aprendeu a atacar. Sabia desarmar uma jogada, aprendeu a armar. Chutava bem de direita, melhorou a canhota.

Quanta luta pra escrever seu futuro, ein! Me lembra o Charlinho, que ia pra escola, a 1.200 km da sua casa, a pé!

Valeu a pena. Li que o Hernanes se tornou, em pouco tempo, um dos destaques da Lazio no futebol italiano. Nem o Kaká se adaptou tão rápido à terra do Fellini. Un ragazzo d’oro, il Profeta.

O vencedor

Olha lá! O Hernanes é um vencedor, então, devemos a ele as batatas! Ou melhor, a pizza, de mozzarella. Na Itália, eles gostam de massa, mais do que de batata.

@joaodutra


É preciso chutar em gol!

julho 20, 2010

Aprendi a gostar de futebol muito cedo. Apesar de meu pai nunca ter sido o cara mais entusiasmado do mundo com isso, sempre admirou o São Paulo. Além dele, sempre tive uma grande referência futebolística, meu avô. É disso que falarei próximas linhas.

Desde que me dou por gente, ouço as histórias dele de quando era zagueiro. Jogava no Mem de Sá B, um dos melhores clubes da várzea, segundo ele. Era zagueiro, mas não era brucutu não senhor. Batia faltas colocadas e não na pancada como geralmente cobram os zagueiros. Era técnico, alto e mantinha a forma física para jamais perder uma bola na corrida.

Além das peladas aos sábados, também amava o futebol jogado por Palmeiras, time do coração, e Fluminense, sua vertente carioca. Sabia escalar a linha do clube das Laranjeiras da década de 30 como se o último jogo tivesse sido na semana passada. Mesmo torcendo por eles, não deixava de admirar a beleza do futebol de outros clubes.

Acompanhava o Santos de Pelé, indo por vezes ao Maracanã acompanhar o melhor jogador do mundo. Também gostava da linha do São Paulo formada por Bauer, Sastre e Leônidas. Estamos falando de um time que jogava em 1945.

Em pé: Piolim, Rui, Zezé Procópio, King, Florindo, Noronha. Abaixados: Barrios, Sastre, Leônidas, Remo e Leopoldo.

Meu avô era daqueles jovens que iam semanalmente ver jogos em estádio. Na maioria das vezes, acompanhado por seu pai. Estava na inauguração do Morumbi, desfilou na abertura do Pacaembu e viu Pelé fazer o gol mais bonito de sua vida (não capturado pelas câmeras de TV) na rua Javari. Segundo ele, Pelé jogava mal a partida e fora vaiado. Calmo como só ele, depois do gol, olhou para a platéia em uma saudação com se dissesse: “Tenham calma, eu sei que sou o melhor do mundo”.

Dentre os ensinamentos do futebol e da vida, dois são muito marcantes. O primeiro, em que sempre me dizia: “Em uma discussão, há sempre alguém certo e alguém errado. É preciso ter humildade para se admitir que errou e arrumar as coisas”.

Sempre foi uma pessoa calma. A maior parte do que sei e amo do futebol é graças ao que vi com ele. Foram quase 23 anos de aprendizado e muita conversa. Não há nesse mundo o que apague o dia em que fomos juntos ao Museu do Futebol. Para mim, história. Para ele, lembranças.

Vou para sempre lembrar o que me disse em todos os jogos que assistimos juntos: “É preciso chutar em gol”. Isso, certamente, é muito mais do que futebol.

Valeu vô!

Boa viagem!

@fcury


Os Libertadores da América

maio 18, 2010

Há uns 200 anos, Simón Bolívar e mais alguns líderes latinoamericanos decidiram que não queriam mais que América Espanhola fosse chamada de ‘América Espanhola’ e passaram a lutar pelo fim do domínio europeu na região.

Estátua de Simón Bolívar, na entrada do Central Park, em Nova York

Algum tempo depois, Dom Pedro I fez o mesmo. Gritou que se o Brasil não fosse independente, o bicho ia pegar.

Passados os anos de batalha, eles alcançaram seu objetivo. Tornaram o cone sul ‘livre’ das metrópoles do velho continente. Esses caras ficaram conhecidos como os Libertadores da América.

Às vezes me pergunto por que a Taça Libertadores da América causa tanto frisson na torcida e nos jogadores de futebol cá pra esses lados do Atlântico.

Boca Juniors, da Argentina, enfrenta o Defensor, do Paraguai, pela Libertadores de 2009

Não são partidas, são batalhas em campo. Quem torce costuma dizer que não basta talento pra conquistar o campeonato, precisa é de muita raça, muita luta. Precisa gritar. Precisa dar o sangue.

A origem do nome do campeonato talvez ajude a explicar isso. Quando entram em campo pela Libertadores da América, a torcida e os jogadores têm que honrar a luta de seus líderes históricos pela liberdade, têm que honrar o orgulho da sua pátria. E pra honrar a pátria, é preciso dar o sangue.

@joaodutra


Hahaha, mas eu to rindo à toa!

março 22, 2010

Encerra-se nesta segunda-feira, no parque do Ibirapuera, a Risadaria, maior evento de humor do mundo!

Achei demais a idéia. Pra mim, a capacidade de fazer os outros sorrirem é uma das maiores virtudes que uma pessoa pode ter.

Há muitas maneiras de se fazer alguém sorrir. Aos nostálgicos, pode ser uma lembrança. Pode ser ver alguém de quem a gente gosta se dando bem. Pode ser contando a piada do Joãozinho.

Na tarde do último domingo o Santos ganhou. De novo. De goleada. De novo. Dando show. De novo. Parece piada, né?

Foram nove gols que se somaram a tantos outros, que fazem com que o Santos seja o time de futebol que mais balançou as redes adversárias na história (via @fylismino).

Santos venceu por 9x1 o Ituano, no Pacaembú

Gol no futebol é sinônimo de sorriso! O santista está rindo à toa! Quem gosta de futebol está rindo à toa!

Há muitas maneiras de se fazer alguém sorrir. Pode ser jogando muita bola dentro de um campo de futebol!

O mundo perde um pouco da alegria com violência, com corrupção, quando alguém como o Glauco se vai. Aos nostálgicos, também pode ser triste lembrar que ontem, Ayrton Senna completaria 50 anos.

O ídolo Ayrton Senna da Silva, que hoje teria 50 anos

Mas é bom saber que, apesar disso, o mundo ainda tem muita graça.

Seja graças à galera da Risadaria, seja graças ao talento dos meninos da Vila e de muitos outros que fazem do futebol um motivo pra se sorrir.

@joaodutra


Picolé de limão

março 15, 2010

Nas quartas-de-final da Libertadores de 1995, o Grêmio venceu, em casa, o primeiro jogo contra o Palmeiras, por 5×0.

No jogo de volta, o alvi-verde precisava vencer por pelo menos 5 gols de diferença, pra levar a partida pros penaltis. Apostaria um picolé de limão que essa virada era impossível.

Apoiado pela torcida, no Parque Antártica, o time paulista mostrou que também sabia ensinar dentro das quatro linhas e fez 5 gols! Levou 1.

Final, Palmeiras 5×1, Grêmio classificado. Por causa da diferença de 1 gol nas duas partidas!

O Grêmio, de Paulo Nunes, Arce e Jardel, supera o Palmeiras, de Cafú, Antônio Carlos (hoje treinador do time) e Felipão.

Se tivesse apostado, eu ganharia o picolé de limão. Mas não sem acreditar que seria bem mais fácil. A virada era improvável, mas não impossível.

Semana passada, o Santos ganhou de 10 a 0 do Naviraiense. Pra mim, “ganhar de 10 a zero” era força de expressão, não resultado de futebol.

Apostaria todos os picolés de limão do mundo que o Santos daria outro show contra o Palmeiras.

Pois é, deu no que deu. Palmeiras 4×3 Santos. Probabilidade no futebol definitivamente não rola. Não adianta abrir a boca pra prever o imprevisível.

Robert comandou a vitória palmeirense sobre os Meninos da Vila.

Nesse caso, eu perderia a aposta. Eu teria que pagar os picolés de limão. Mas ficaria com um, pra mim. Dizem que é bom pra quando você queima a língua.

@joaodutra


A queda do Império Romano

março 9, 2010

Notícia do GloboEsporte.com, de agosto de 2009: o Palmeiras, então líder do Brasileirão, havia se tornado o time com melhor campanha da era dos pontos corridos.

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL1252312-9827,00.html

De lá pra cá, porém, uma série de fatores fragilizaram esse gigante alvi-verde e o império vem desabando…

O declínio econômico

Houve um grande investimento financeiro para a contratação de Muricy Ramalho e para repatriar Vagner Love. Alto investimento exige, igualmente, alto retorno.

A contratação de Vagner Love

O exército

Necessidade de alto retorno gera pressão. Pressão faz com que todos aqueles envolvidos na busca do objetivo se sintam em um conflito incessante, uma mistura de medo, receio, forte auto-cobrança. São poucos os que conseguem enxergar isso como um desafio, são poucos os que conseguem lutar sob pressão.

O exército estava pressionado

O declínio cultural

A torcida não quer saber disso, a torcida quer saber de resultados, a torcida quer saber de títulos. Boa fase no campeonato gera confiança, gera expectativa. Quanto maior a expectativa, maior a frustração, que gera mais pressão e aumenta a exigência do retorno. A torcida espera vitórias, se elas não vêm, a cobrança aumenta.

E a torcida aumentou a cobrança

Ciclo do fracasso. É isso o que está acontecendo com o Palmeiras. E é assim que está caindo o império alvi-verde. Foi assim que caiu Império Romano.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Queda_do_Império_Romano

E a queda maior ainda pode estar por vir… pra segunda divisão. Aguardem…

@joaodutra


Tem a ver…

março 1, 2010

No dia 2 de abril de 1982, foi iniciada uma batalha pela soberania de um arquipélago localizado na costa sul da América. De um lado argentinos, de outro, britânicos.

Dois meses depois, a Guerra das Malvinas terminou com o saldo de 907 mortes e o acirramento histórico entre Argentina e Reino Unido. Estes, saíram “vitoriosos” e mantiveram o poder sobre as ilhas.

Disputa pelas ilhas Malvinas (ou Falklands)

No dia 22 de junho de 1986, começou uma outra luta, de um lado argentinos de outro, britânicos. O prêmio, desta vez, era a vaga nas semi-finais da Copa do Mundo de futebol.

90 minutos depois, a partida terminou com o gol mais bonito da história de uma Copa, uma atuação memorável de um, à época, jogador, hoje “deus”, Diego Maradona. Isso fez com que a Argentina levasse a melhor.

Maradona comemora o título da Copa de 1986

Não acredito que seja apenas uma coincidência. No esporte, tem muito mais coisas por trás da simples vitória que faz a gente batalhar, lutar.

Clint Eastwood mostrou isso muito bem quando contou, no filme Invictus, a importância do rugby no esforço de Nelson Mandela em unir o povo sulafricano pós-apartheid.

Cena do filme Invictus

Outro exemplo é o atacante chileno Suazo, que não se esqueceu, ao marcar um gol, da triste situação pela qual passa seus pares em sua terra natal.

Homenagem de Suazo ao povo chileno

Esporte é um pouco mais do que simplesmente esporte. Esporte tem a ver com dedicação, que tem a ver com motivação, que tem a ver com emoção, que tem a ver com a vida.

@joaodutra


I Gotta Feeling…

janeiro 25, 2010

Eu to sentindo… que esse ano, vai ser um bom ano! Um bom, bom ano… pro futebol!

Faz cem anos que um time preto e branco quer ganhar a Libertadores e não consegue. Será que agora vai!? Chamaram até o rei Roberto Carlos pra ajudar o Ronaldo, sempre muito brilhante no Corinthians, na peleja.

Isso se o São Paulo permitir, né? Ah, o Tricolor! O Morumbi lotado quarta a noite! E, p&#% que paril, o Rogério, o melhor goleiro do Brasil, no comando! A briga vai ser boa…

Rapaz, o Flamengo manteve a receita do time do ano passado e ainda vai temperá-lo, com amor! Pra mim o Vagner Love vai cair no Flamengo como Sazon na pipoca, e quero ver… se o Pet e o Adriano acertarem o pé não vai ser fácil parar os rubro-negros.

É o amor!

E ainda cogitam a volta do Robinho ao Santos. Cara, o Robinho! O das pedaladas! Imagina o que esse menino da Vila vai fazer em campo se o Geovanni, outro filho pródigo, se encaixar no time!?

Pedala, Robinho!

Haaaaaja coração! Haaaaaja coração para o maior evento do futebol mundial! É o Brasil-sil-sil na Copa! O Brasil do Júlio César, do Kaká, do Ronaldinho e do LU-ÍS FA-BI-A-NO! E o Dunga que deixou de ser só mais um anão, pra ganhar o respeito da torcida…

O cara!

Já vou começar a fazer a vaquinha pra pintar a calçada de verde e amarelo, pôr bandeirinha na rua e comprar uma corneta bem barulhenta, que em 2010 o negócio vai ser bom!

@joaodutra


Quem é maior – Clubes ou Rede Globo?

outubro 13, 2009

O texto que você lerá abaixo será um pouco diferente dos outros que fiz. Na verdade, ele é uma mistura de desabafo com uma inovação no Futebart – a utilização de enquetes.

Desde 2003, o Campeonato Brasileiro está sendo disputado no formato de pontos corridos. Ou seja, todos contra todos em casa e no estádio adversário, sendo 20 participantes.

Até 2002, depois de muitas mudanças de regulamento, o torneio foi disputado por 26 clubes em turno único. Oito clubes se classificavam, enfrentando-se em mata-mata até a final. Informações mais detalhadas, aqui.

Agora, a Globo quer voltar com o velho formato. Abaixo um panorama (nada imparcial) do cenário.

Quem é mais importante - Rede Globo ou clubes de futebol?

Quem é mais importante - Rede Globo ou clubes de futebol?

Por que mudou:

Motivo 1 – O formato de pontos corridos é mais justo e premia os times com maior regularidade, ou seja, os que têm a melhor estrutura dentro e fora de campo.

Motivo 2 – Essa maneira de jogar o principal torneio nacional é utilizada há décadas pelos grandes centros europeus como Itália, Inglaterra, Espanha, Alemanha, etc…

Motivo 3 – Os clubes brasileiros são mundialmente famosos pela desorganização administrativa. O novo formato do torneio (vide motivo 1) obrigou grande parte a repensar como gerir o clube. Caíram para a Série B: Palmeiras, Fluminense, Corinthians, Botafogo, Grêmio, Vasco da Gama, Atlético MG, Sport – todos ex-campeões brasileiros.

Motivo 4 – O patrocínio nas camisas é menos impactado pelo resultado dos times e ajuda clubes com menos chances de título. Exemplificando: O Santo André tem poucas chances de título e conseqüente pouca exposição de mídia. Entretanto, pode jogar contra o Palmeiras em rodadas decisivas e expor a marca da camisa para muita gente, o que valoriza seu patrimônio. No formato antigo essas oportunidades também existiam, porém muito mais raras.

Um dos maiores clubes do país, o Corinthians teve de amargurar a segundona depois de muita confusão na gestão do clube.

Um dos maiores clubes do país, o Corinthians teve de amargurar a segundona depois de muita confusão na gestão do clube.

Por que querem que volte:

A Globo afirma que sua média de pontos no Ibope caiu em função dos pontos corridos. Isso porque nem sempre a rodada tem um jogo que atraia a atenção de muita gente nos sofás.

No entanto, nos estádios a média de público cresceu vertiginosamente nos últimos anos. Entre 2001 e 2002 foram, em média, pouco mais de 11 mil pessoas aos estádios brasileiros. Entre 2007 e 2008, esse número atingiu a marca de 16 mil pessoas. Quer saber mais? Clique aqui.

De fato, a Globo arrecadava muito dinheiro com os 30 jogos decisivos do formato anterior (8as, 4as, semis e final). O grande erro dessa fórmula era o fato de que clubes que terminavam a 1ª fase em 8º lugar poderiam ser beneficiados por arbitragem, ou até mesmo por lesões e suspensões dos adversários e mesmo assim serem campeões.

O formato desprestigia clubes estruturados, organizados e com planejamento (palavra que tanto se fala e pouco se aplica) transformando o Brasileirão em um grande jogo de azar.

Caso o campeonato terminasse hoje no formato antigo, Palmeiras e Corinthians se enfrentariam nas 8as. No último jogo o Palmeiras jogou com 6 desfalques entre lesões e suspensões, o que poderia tranquilamente acontecer em um jogo eliminatório. Se perdesse para o Corinthians, ficaria implícito que o time alvinegro foi melhor no campeonato, o que passa em léguas de distância da verdade.

Provavelmente, existem mais zilhões de motivos aqui esquecidos ou simplesmente desconhecidos.

Dê seu voto e, principalmente sua opinião. Você acha melhor pontos corridos ou mata-mata?

Fernando Cury


Romeu e Julieta

setembro 3, 2009

Semana passada teve tsunami verde. Dava pra ver camisas do Palmeiras no ônibus, na faculdade, no metrô, no trabalho e em um monte de lugares, pra comemorar o aniversário do clube.

Essa semana tivemos o Dia do Corinthians. Dessa vez foi a vez de tornar mais alvi-negro os ambientes da terra da garoa, pra assoprar as 99 velas do bolo corinthiano.

Banner de divulgação do Dia do Corinthians

Vi muitos santistas, sãopaulinos com camisas de seu time ultimamente também. Mas o que deu nos torcedores? Estão todos se copiando?

Falando em cópia, como os sãopaulinos vem dizer que “O Campeão Voltou”? Não era “o Coringão voltou”? O do retorno do Timão às glórias depois de uma fase difícil?

E que raios é o Palmeiras adotar a cor vermelha para representar o clube? Querem ser tricolores também?

Torcida palmeirense e seus balões vermelhos

Não nos odiamos? Então porque somos tão parecidos?

Por que a gente é tudo igual! Igual não, melhor! Queremos ganhar do outro em tudo!

Assim, o Dia do Corinthians faz muito mais sucesso, a torcida corinthiana é muito maior!

É melhor gritar o retorno de um campeão do que de um time da segunda divisão!

Vermelho no uniforme é tradição italiana! Time sem raízes tem que respeitar.

Tem também a estação Corinthians-Itaquera, Barra-Funda-Palmeiras, Santos-Imigrantes e São Paulo-Ana Rosa (como diria um amigo palmeirense).

Correção: São Paulo-Morumbi! O estádio que vai representar a cidade na Copa do Mundo do Brasil! E pensar que tem time que nem estádio tem…

Torcida do São Paulo no estádio que será palco da Copa do Mundo

Rivalidade à parte… espera um pouco… que rivalidade à parte nada! Futebol com rivalidade à parte não tem graça!

Legal mesmo é tirar sarro do outro! E aguentar as brincadeiras quando nosso time perde.

Rivalidade é necessária pra dar tempero. Não fosse a rivalidade, Romeu e Julieta só seriam mais um casalzinho qualquer.

Sendo assim, viva a rivalidade, que apimenta e dá mais graça às histórias! Nos romances, nas tagédias e no futebol!

João

PS: Rivalidade não é violência, é sempre bom lembrar. Paz, sempre!


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