I Gotta Feeling…

janeiro 25, 2010

Eu to sentindo… que esse ano, vai ser um bom ano! Um bom, bom ano… pro futebol!

Faz cem anos que um time preto e branco quer ganhar a Libertadores e não consegue. Será que agora vai!? Chamaram até o rei Roberto Carlos pra ajudar o Ronaldo, sempre muito brilhante no Corinthians, na peleja.

Isso se o São Paulo permitir, né? Ah, o Tricolor! O Morumbi lotado quarta a noite! E, p&#% que paril, o Rogério, o melhor goleiro do Brasil, no comando! A briga vai ser boa…

Rapaz, o Flamengo manteve a receita do time do ano passado e ainda vai temperá-lo, com amor! Pra mim o Vagner Love vai cair no Flamengo como Sazon na pipoca, e quero ver… se o Pet e o Adriano acertarem o pé não vai ser fácil parar os rubro-negros.

É o amor!

E ainda cogitam a volta do Robinho ao Santos. Cara, o Robinho! O das pedaladas! Imagina o que esse menino da Vila vai fazer em campo se o Geovanni, outro filho pródigo, se encaixar no time!?

Pedala, Robinho!

Haaaaaja coração! Haaaaaja coração para o maior evento do futebol mundial! É o Brasil-sil-sil na Copa! O Brasil do Júlio César, do Kaká, do Ronaldinho e do LU-ÍS FA-BI-A-NO! E o Dunga que deixou de ser só mais um anão, pra ganhar o respeito da torcida…

O cara!

Já vou começar a fazer a vaquinha pra pintar a calçada de verde e amarelo, pôr bandeirinha na rua e comprar uma corneta bem barulhenta, que em 2010 o negócio vai ser bom!

@joaodutra


Dez Mandamentos

agosto 3, 2009

Um artigo do jornalista Juca Kfouri gerou polêmica na semana passada. O texto, de maneira geral, faz críticas negativas aos jogadores que expressam sua religião durante a prática do futebol, em especial, nas comemorações.

Logo de cara, parece exagero do jornalista. Ele quer coibir os jogadores de expressarem seus sentimentos, por exemplo, ao fazer um gol? Eis um aspecto interessante do futebol: a comemoração do gol.

Há muitas maneiras de comemorar gols. Pelé dava socos no ar

PeléPelé e seu soco no ar


Há quem use sua elasticidade para dar cambalhotas.

Comemoração CristianeCristiane comemora seu gol pela seleção brasileira contra a Alemanha, na semifinal das Olimpíadas de 2008


Bebeto ficou famoso pela homenagem que fez ao filho Matheus, que acabara de nascer, imitando um bebê sendo balançado.

Comemoração de BebetoMazinho, Bebeto e Romário, após o gol do Brasil contra a Holanda, na semifinal da Copa do Mundo de 1994


Atualmente temos muitos jogadores levantam as mãos aos céus, como um gesto de gratidão divina.

Kaká comemora seu gol pela seleção brasileira contra o Equador


Voltando à questão levantada por Juca, antes de tudo, na minha opinião, convenhamos que não é nenhum pecado simplesmente comemorar um gol erguendo as mãos aos céus. O problema está nos excessos.

Excessos como orações coletivas em conquistas de campeonato (como fez a seleção brasileira ao ganhar a Copa das Confederações) ou atribuição frequente de vitórias esportivas a uma entidade superior.

Defendo a liberdade de expressão e religiosa. Mas também defendo o bom senso, de que há momentos certos pra se expressar sobre determinados assuntos. Campo de futebol não é lugar pra expressão religiosa.

Jogadores brasileiros, mostrem suas camisetas “Deus é fiel” em ocasiões apropriadas, moderem as “graças a Deus” nas entrevistas depois do jogo.

Aos cristãos, lembrem-se dos dez mandamentos, tem um que diz: “Não usarás o nome do Senhor em vão”.

Amém.

João Dutra

PS: para quem se interessar, segue o link para “Deixem Jesus em paz”, texto de Juca Kfouri


“Non si vende, Kaká”

janeiro 19, 2009

Lembro-me do gol que Kaká fez no Botafogo na estréia como profissional no São Paulo. Era ele ou Renatinho que jogariam. Entrou Kaká. Ele arrebentou naquele jogo. Gol e passe. E assim foi até a transferência pro Milan. Na Bota, continuou se destacando. E em um de seus primeiros jogos, contra a Inter de Milão, fez gol e meteu a mão na cara do Recoba, argentino marrento. Assim, colocou um dos ídolos no time, Rui Costa, no banco. Ficar falando do sucesso dele é besteira. Todos conhecemos. É o melhor do mundo e um dos poucos jogadores que meu avô, espectador de Coutinho, Pelé e cia., elogia. Tática e tecnicamente quase perfeito. Fora de campo, um exemplo.

Um ídolo inquestionável de um dos maiores clubes do mundo, com perspectiva de se tornar um dos ícones históricos do clube, ao lado de Maldini, que nasceu, cresceu, se reproduziu e se aposentará no Milan. Porém lá vieram os dólares. Ah, os dólares…nesse caso, euros…e muitos! Sejam 50, 100 ou 300 milhões, sinceramente não faz diferença. É mais do que ele mereça como profissional de futebol.

Amo o esporte em questão, porém jamais conseguirei sorrir sabendo de todas as fraquezas da sociedade, e ainda assim, assistir bilionários árabes torrarem suas finanças com seus hobbies. Se Kaká de fato aceitar a proposta, mancha a carreira, estraga um futuro promissor e tira mais um pedacinho da esperança desse que vos escreve no que diz respeito à integridade que só o futebol pode oferecer e propagar.

Jornalistas, jogadores e admiradores do futebol (em diferentes níveis de paixão), todos parecem torcer pelo fracasso da negociação. Não pelo fato de Kaká jogar no futebol inglês, mas pelo que representa. Mais uma vez, veremos o futebol ser usado como arma de cidadãos sem idoneidade. Ponto pras pessoas do mal.

Mais curto, esse foi só um desabafo passageiro… A tristeza que acredito estar sendo compartilhada por todos que acreditam que o futebol é mais do que milhões, bilhões, trilhões e petróleo. È mais…bem mais…E o videozinho abaixo mostra uma parte disso.

Aos que leram, muito obrigado!

***Em tempo! Ele negou e ficou!!!!! Kaká non è in vendita!!! Ponto profutebol!!!

Fernando Cury


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