Os Libertadores da América

maio 18, 2010

Há uns 200 anos, Simón Bolívar e mais alguns líderes latinoamericanos decidiram que não queriam mais que América Espanhola fosse chamada de ‘América Espanhola’ e passaram a lutar pelo fim do domínio europeu na região.

Estátua de Simón Bolívar, na entrada do Central Park, em Nova York

Algum tempo depois, Dom Pedro I fez o mesmo. Gritou que se o Brasil não fosse independente, o bicho ia pegar.

Passados os anos de batalha, eles alcançaram seu objetivo. Tornaram o cone sul ‘livre’ das metrópoles do velho continente. Esses caras ficaram conhecidos como os Libertadores da América.

Às vezes me pergunto por que a Taça Libertadores da América causa tanto frisson na torcida e nos jogadores de futebol cá pra esses lados do Atlântico.

Boca Juniors, da Argentina, enfrenta o Defensor, do Paraguai, pela Libertadores de 2009

Não são partidas, são batalhas em campo. Quem torce costuma dizer que não basta talento pra conquistar o campeonato, precisa é de muita raça, muita luta. Precisa gritar. Precisa dar o sangue.

A origem do nome do campeonato talvez ajude a explicar isso. Quando entram em campo pela Libertadores da América, a torcida e os jogadores têm que honrar a luta de seus líderes históricos pela liberdade, têm que honrar o orgulho da sua pátria. E pra honrar a pátria, é preciso dar o sangue.

@joaodutra


Picolé de limão

março 15, 2010

Nas quartas-de-final da Libertadores de 1995, o Grêmio venceu, em casa, o primeiro jogo contra o Palmeiras, por 5×0.

No jogo de volta, o alvi-verde precisava vencer por pelo menos 5 gols de diferença, pra levar a partida pros penaltis. Apostaria um picolé de limão que essa virada era impossível.

Apoiado pela torcida, no Parque Antártica, o time paulista mostrou que também sabia ensinar dentro das quatro linhas e fez 5 gols! Levou 1.

Final, Palmeiras 5×1, Grêmio classificado. Por causa da diferença de 1 gol nas duas partidas!

O Grêmio, de Paulo Nunes, Arce e Jardel, supera o Palmeiras, de Cafú, Antônio Carlos (hoje treinador do time) e Felipão.

Se tivesse apostado, eu ganharia o picolé de limão. Mas não sem acreditar que seria bem mais fácil. A virada era improvável, mas não impossível.

Semana passada, o Santos ganhou de 10 a 0 do Naviraiense. Pra mim, “ganhar de 10 a zero” era força de expressão, não resultado de futebol.

Apostaria todos os picolés de limão do mundo que o Santos daria outro show contra o Palmeiras.

Pois é, deu no que deu. Palmeiras 4×3 Santos. Probabilidade no futebol definitivamente não rola. Não adianta abrir a boca pra prever o imprevisível.

Robert comandou a vitória palmeirense sobre os Meninos da Vila.

Nesse caso, eu perderia a aposta. Eu teria que pagar os picolés de limão. Mas ficaria com um, pra mim. Dizem que é bom pra quando você queima a língua.

@joaodutra


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