Há uns 200 anos, Simón Bolívar e mais alguns líderes latinoamericanos decidiram que não queriam mais que América Espanhola fosse chamada de ‘América Espanhola’ e passaram a lutar pelo fim do domínio europeu na região.

Estátua de Simón Bolívar, na entrada do Central Park, em Nova York
Algum tempo depois, Dom Pedro I fez o mesmo. Gritou que se o Brasil não fosse independente, o bicho ia pegar.
Passados os anos de batalha, eles alcançaram seu objetivo. Tornaram o cone sul ‘livre’ das metrópoles do velho continente. Esses caras ficaram conhecidos como os Libertadores da América.
Às vezes me pergunto por que a Taça Libertadores da América causa tanto frisson na torcida e nos jogadores de futebol cá pra esses lados do Atlântico.

Boca Juniors, da Argentina, enfrenta o Defensor, do Paraguai, pela Libertadores de 2009
Não são partidas, são batalhas em campo. Quem torce costuma dizer que não basta talento pra conquistar o campeonato, precisa é de muita raça, muita luta. Precisa gritar. Precisa dar o sangue.
A origem do nome do campeonato talvez ajude a explicar isso. Quando entram em campo pela Libertadores da América, a torcida e os jogadores têm que honrar a luta de seus líderes históricos pela liberdade, têm que honrar o orgulho da sua pátria. E pra honrar a pátria, é preciso dar o sangue.
@joaodutra
Escrito por joao dutra 




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